Zough

Zough

Molho de pimenta verde iemenita, considerada a pasta de pimenta nacional de Israel. Na foto, servido com tomates picados como bruschetta

Ingredientes: coentro fresco, salsinha fresca, pimenta-chilli verde, cominho em pó, cardamomo, cravo-da-índia, alho, azeite, açúcar e sal

Ketchup orgânico

Ketchup

O emblemático molho de tomate norte-americano, bem temperado com ervas, especiarias e açúcar mascavo

Ingredientes: tomate, cebola roxa, salsão, funcho, gengibre, pimenta vermelha, manjericão, semente de coentro, cravo-da-índia, pimenta do reino, alho, azeite de oliva, sal, açúcar mascavo e vinagre de vinho tinto

 

Matbucha

Matbucha

Pasta picante com tomates e pimentões tradicional do Marrocos, muito popular também em Israel

Ingredientes: tomate, pimentão verde, pimenta jalapeño, alho, açúcar, pimenta calabresa, sal, azeite e páprica defumada.

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No Oriente Médio e no Magrebe, é costume em muitos países começar a refeição com saladas frias. Uma das mais famosas é a Matbucha, ou Maṭbūkhah, que em árabe significa “salada cozida” – mas que, na verdade, está muito mais para uma pastinha, um dip ou mesmo um molho. Levada para Israel pelos judeus marroquinos, a Matbucha destaca-se entre os aperitivos e rivaliza com o Homus e o Babaganoush na preferência popular, dividindo a mesa nos jantares de Shabat.

A Matbucha, também conhecida por Salade Cuite, em francês, é um prato cozido de tomates e pimentões assados, temperado com alho e pimenta. Costuma ser servido frio com pão pita, mas também fica excelente com outros tipos de pães – principalmente aqueles de casca crocante – e torradas ou, até mesmo, vegetais crus. Há quem use a Matbucha em sanduíches ou como acompanhamento para peixes e carnes, ou ainda como molho para a Shakshuka (prato com ovos poché que, servido no pão, é uma das comidas de rua mais populares de Israel).

Levemente agridoce, picante na medida, a Matbucha deixa na boca um tênue gostinho de defumado dos pimentões assados, o que combina com o aroma da páprica. Esse sabor é completamente misturado à perfeita combinação de tomate e alho durante as cerca de duas horas de cozimento, chegando a um resultado indescritível, onde já não se distingue muito bem nem um, nem outro – só fica mesmo a vontade de saboreá-lo mais e mais.  O azeite de oliva dá o toque final, conferindo um tom acetinado à pastinha. Depois de provar, é irresistível não comer até o fim!

Fontes: Tori AveyThe SpruceShelly’s Humble KitchenSabores de Israel; Wikipedia

Nina Hagen

Versão do Kartoffelpuffer mit Apfelmus, panquecas de batata com purê de maçã típicas alemãs

Versão do Kartoffelpuffer mit Apfelmus, panquecas de batata com purê de maçã típicas alemãs

Ingredientes: bolinho – batata, cebola, ovo, farinha de trigo, cebolinha, páprica picante, noz moscada e sal; purê: maçã, laranja, limão cravo, canela e açúcar.

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Esta é a nossa versão de Kartoffelpuffer mit Apfelmus, ou panqueca de batata com purê de maçã. Corriqueiro nos almoços e jantares na Alemanha, este prato assemelha-se ao rösti suíço e aos latkes judaicos. Mas por que o Ora Bolas Food Lab batizou sua versão de Nina Hagen, a cantora, compositora e atriz alemã, considerada uma das mães do punk rock?

Nina Hagen

Nina Hagen em 1981. Foto: Dirk Herbert/Wikicommons

Bem, primeiro porque alteramos a sua forma, que de achatada passou a arredondada. Segundo, porque introduzimos novos condimentos e temperos à receita para que os bolinhos tivessem um gosto final um pouco mais picante, mais condizente com a proposta de petisco para ser degustado com alguma bebida em um happy-hour.

Automobil (Nina Hagen)

É justamente por causa desta releitura do tradicional, da quebra das normas, que batizamos o nosso Kartoffelknödel de Nina Hagen, uma artista que confrontou os costumes de sua época. Nascida em 1955, na então Berlim Oriental, Nina começou a estudar balé com 4 anos e aos 9 já era considerada um prodígio do canto lírico. Entre 1972 e 1973, ela frequentou o The Central Studio for Light Music, em sua cidade natal, período em que cantou em uma banda cover – e incluiu em seu repertório canções de Janis Joplin e Tina Turner. No ano seguinte, formou a banda Automobil (foto), tornando-se uma das estrelas jovens mais conhecidas do país. A música mais famosa deste início de carreira é Du hast den Farbfilm vergessen (Você esqueceu o filme colorido), de autoria de seus parceiros de banda Michael Heubach (música) e Kurt Demmler (letras). A letra descreve uma jovem garota repreendendo seu namorado por ter esquecido o filme colorido para registrar suas férias, e é considerada uma sátira do estado comunista.

Nina Hagen

Foto: Jim Rakete/ Wikicommons

A grande transformação de Nina se deu após sua mudança para o lado ocidental, em 1976. Logo ela assinou com um selo da CBS, que recomendou a ela viajar pela Europa para se aclimatar à nova cultura. Nina chegou a Londres no auge do movimento punk rock, e rapidamente foi aceita num círculo que incluía The Slits e Sex Pistols. De volta à Alemanha em meados de 1977, Nina formou a banda Nina Hagen em Berlim Ocidental, e no ano seguinte lançaram seu álbum de estreia, Nina Hagen Band (foto). O álbum ganhou atenção significativa em toda a Alemanha e no exterior, tanto pelo seu som de hard rock quanto pelos vocais marcantes da cantora, líricos e teatrais, muito diferente de suas gravações do leste da Alemanha.

Enquanto isso, Nina estava progressivamente se transformando num alarde de mídia. Certa vez, em uma aparição em um talk show austríaco intitulado Club 2, em 9 de agosto de 1979, que abordava o tema da cultura juvenil, demonstrou – vestida, mas explicitamente – como uma mulher deve fazer para chegar ao orgasmo e se envolveu em uma discussão acalorada com outro convidado. No ano seguinte, após gravar o segundo álbum, Unbehagen, Nina larga a banda e se muda para os Estados Unidos, onde iniciou a carreira em inglês em 1982, com o lançamento do álbum NunSexMonkRock, uma mistura dissonante de punk, funk, reggae e ópera.

nina hagen no rock in rio

Rita Lee, Baby Consuelo, Nina Hagen e Pepeu Gomes no Rock in Rio em 1985

Em 1985, Nina se apresentou pela primeira vez no Brasil, durante o Rock in Rio. Fez diversos amigos por aqui, entre eles a também extravagante Baby do Brasil (na época Consuelo), que chegou a hospedar em sua casa a filha de Nina, Cosma Shiva – mais uma semelhança entre as duas artistas. Mas provavelmente quem mais se impressionou com a musa punk alemã foi Supla, na época líder da banda punk-new wave chamada Tokyo. Em sua homenagem, ele gravou a canção Garota de Berlim (forma pela qual os outros artistas se referiam a ela durante o Rock in Rio), um dos maiores hits da carreira do brasileiro. Em 1986, em uma nova turnê pelo Brasil, Nina contribuiu com vocais para um clipe da música.

Nina Hagen vive na Europa desde 1990, onde continua cantando – seu último disco é de 2011 – e trabalhando como dubladora em animações e também como atriz. Em 2002, fez uma nova participação em um clipe de Supla, em carreira solo, para a música Garota de Berlim, gravado na cidade alemã.

Ah, também porque Nina Hagen é vegetariana, assim como o bolinho!

Fontes: Wikipedia; Deutsche Welle; Jornal Extra.

Presente vegetariano

EspinafreVocê já leu sobre as condimentadas comidas vegetarianas da Índia aqui. Vamos agora conhecer um pouco mais o ingrediente base do Verde Índia, o espinafre.

A Spinacia oleracea é uma erva rasteira originária do centro e sudoeste da Ásia, pertencente à família das amarantáceas. Esse vegetal de sabor alcalino é rico em nutrientes, como proteínas, sais minerais (ferro e cálcio), vitaminas (A, K e complexo B), fitonutrientes (flavonóides) e fibras, além de outros componentes benéficos à saúde.

Entre os benefícios, podemos citar suas propriedades anticancerígenas e antioxidantes, que combatem o aparecimento de doenças como osteoporose, aterosclerose, hipertensão e catarata. Também possui propriedades anti-inflamatórias, devido à presença de neoxantina e violaxantina.

Devido à grande quantidade de vitamina A, o consumo de espinafre proporciona uma pele mais saudável, favorecendo a retenção adequada de umidade na epiderme. As fibras também ajudam na beleza da pele, pois facilitam o processo de digestão, previnem a constipação e controlam o nível de açúcar no sangue. Já a vitamina K é fundamental para um sistema nervoso saudável e o bom funcionamento do cérebro.

O espinafre também é uma das principais fontes de proteína não proveniente de animais. É, portanto, um ingrediente essencial nas dietas veganas e também nos bolinhos vegetarianos do Ora Bolas Food Lab, como o Floresta de Duende, o Vó Censa e o Verde Índia (que sem o molho é vegano). No Verde Índia ele é acompanhado de outra importante fonte vegetal de proteína, a batata.

Mas, você deve estar se perguntando: e o ferro? Sim, o espinafre possui quantidades significativas deste mineral e também de cálcio, mas ao mesmo tempo apresenta alto índice de ácido oxálico, substância que inibe a sua absorção. O cozimento elimina parte dessa substância, reduzindo o seu efeito indesejado.

Fontes: Wikipedia; http://www.cantinhovegetariano.com.br; http://www.remedio-caseiro.com