Pérola Negra

Pérola Negra

Trufa de chocolate meio amargo com licor de laranja coberta de chocolate amargo

Ingredientes: chocolate belga callebault 54,5% cacau, chocolate belga callebault 70,5% cacau, licor de laranja, creme de leite fresco e cacau em pó.

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Pérola Negra, te amo te amo… Essa deliciosa trufa, que contrasta os sabores dos chocolates meio amargo e amargo e traz em seu âmago o espírito do licor de laranja, recebeu este nome em homenagem ao saudoso Luiz Melodia, que nos deixou em 4 de agosto de 2017.

Pérola Negra é o nome de um de seus maiores sucessos, música que na voz de Gal Costa – gravada no álbum “Gal a todo o vapor”, de 1971 – o alçou ao cenário musical profissional do país. Dois anos depois, ele mesmo canta a letra que revela a dor no coração de um momento de amor, composta para uma antiga namorada, em seu álbum de estreia. Também chamado “Pérola Negra”, o disco não teve um grande êxito comercial, mas foi imediatamente aclamado pela crítica. Em 2007, foi classificado pela Rolling Stone Brasil como o 32º na lista dos 100 maiores discos da música brasileira.

Na época, a Folha de São Paulo apresentou Luiz Melodia como um fenômeno inquietante, um estreante sem rótulos comerciais. Característica que, aliada à sua postura de não ceder à pressão comercial das gravadoras, costumeiramente o deixava anos sem gravar. A consolidação de seu trabalho viria em 1976, com o lançamento do segundo álbum, “Maravilhas Contemporâneas”. Com forte apoio de publicidade da gravadora Som Livre e inclusão de uma de suas faixas (Juventude Transviada) na trilha sonora da novela “Pecado Capital”, da Globo, alcançou sucesso popular.

Apesar disso, nas décadas seguintes direcionou sua carreira para circuitos alternativos e lançamentos independentes que não tiveram a mesma repercussão. Seu nome voltou à tona nos anos 2000, em uma parceria bem-sucedida com o violonista Renato Piau, amigo de longa data que o acompanharia até seus últimos shows. Em 2014, após 13 anos sem um disco de músicas inéditas, lançou “Zerima”, álbum que no ano seguinte fez Luiz Melodia receber o título de Melhor Cantor na categoria MPB/Canção Popular do 26º Prêmio da Música Brasileira.

Luiz Melodia – sobrenome artístico que herdou do pai – faleceu aos 66 anos, vítima de um mieloma múltiplo, tipo raro de câncer que acomete a medula óssea.

Ah, pérola negra é também a joia produzida pela ostra Pinctada margaritifera, ou “ostra do lábio preto”. Além de preta, ela pode ser verde-esmeralda, cor de cobre ou azul. Apenas uma de cada 100 pérolas produzidas na natureza é negra.

Fontes: Bis, Folha de São Paulo, O Tempo, Wikipedia.

Cardápio de 20 e 23 de fevereiro

O Ora Bolas Food Lab retoma suas atividades em 2018 com alguns de seus clássicos. Na terça-feira, 20, dia de pensar “Fora da Bolinha” (linha de antepastos), o cardápio é Coalhada Seca e Homus, duas delícias típicas do Oriente Médio que conquistaram todo o mundo, além da Casbá, a deliciosa e saudável trufa de tâmaras e amêndoas inspiradas em doces do Norte da África. Na sexta-feira, 23, bolinhas vão rolar: Pub, as suculentas almôndegas recheadas de queijo reino envoltas em saboroso molho de cerveja Stout e shiitake; Verde Índia, os picantes bolinhos indianos de espinafre e pimenta verde; Bola 8, as irresistíveis trufas de chocolate belga meio amargo. Afrouxem os cintos e embarquem conosco nesta fantástica viagem pelo mundo dos aromas e sabores que recomeça hoje.

TERÇA-FEIRA, 20/2

Coalhada Seca: tradicional pasta árabe que agrada a todos pela suavidade de seu sabor e de sua consistência – R$ 7,00 – 150 ml;

Homus: típica pasta árabe de grão-de-bico, tahine e alho – R$ 10,00 – 150 ml;

Casbá: trufas de tâmara, amêndoas e cacau com água de flor de laranjeira, raspas de laranja e canela, cobertas de cacau (sem açúcar, sem glúten e sem lactose) – R$ 20,00 – porção com 6 unidades.

SEXTA-FEIRA, 23/2

Pub: suculentas almôndegas de carne bovina (raça britânica) envolvidas em molho Stout de shiitake – R$ 45 – porção de aproximadamente 300g;

Verde Índia: bolinhas de espinafre, gengibre, pimenta verde e especiarias; acompanha molho de iogurte – R$ 20,00 – porção de aproximadamente 200g;

Bola 8: trufas de chocolate meio amargo belga – R$ 18 – porção com 6 bolinhas.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido de antepastos deve ser feito até segunda à noite, e de bolinhas até quarta-feira de manhã; e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Cardápio para 20/4

Passada a Páscoa, nesta semana o Samba volta ao cardápio, que também apresenta o Bem Casado, bolinho de palmito pupunha (da fazenda da família) com presunto cru. Para finalizar bem, trufas de chocolate meio amargo – afinal, o Coelhinho acabou de passar 😉
Ah, por causa do feriado de Tiradentes, a entrega será feita na quinta-feira, dia 20, nos pontos de sempre.

Samba: bolinhas de feijoada com recheio de bacon crocante envolto em couve refogada; acompanha molho de pimenta com feijão – R$ 25,00 – porção de 250 gramas.

Bem Casado: bolinho de massa de pastel caseira recheado de palmito pupunha com presunto cru – R$ 20 – porção de 200 gramas.

Bola 8: trufas de chocolate meio amargo – R$ 15 – porção com 6 bolinhas.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido deve ser feito até terça à noite, e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Bom apetite!

Goa Noir

Trufas de chocolate belga 70% cacau com cardamomo e café cobertas com pistache crocante.

Ingredientes: chocolate Callebault 70% cacau; creme de leite fresco; pó de café; cardamomo; pistache

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Uma trufa* de chocolate bem amargo, marcante, combinada com especiarias e amêndoas que remetem à culinária cheia de sabores de Goa, na região da Índia colonizada pelos portugueses que retrata em seus pratos essa interessante mistura cultural. Essa é Goa Noir, nossa bolinha de chocolate com 70% de puro cacau, cardamomo e café, cobertas com pistache moído crocante – inspirada na combinação formulada pelo chef John Gregory-Smith durante sua viagem àquele país. A leve refrescância do cardamomo e do pistache se contrapõem, e ao mesmo tempo realçam, o amargo picante do cacau, acentuado pela nota de café.

Um certo líquido picante

A origem do nome chocolate remonta justamente à característica picante do seu principal ingrediente, o cacau. Diz-se que Cristóvão Colombo foi um grande admirador de uma bebida produzida a partir da semente do cacau – fruto do cacaueiro, planta originária da bacia amazônica – batizada de Kabkajatl, uma mistura de vocábulos de origem maia e asteca que formava a expressão “suco amargo picante”. Como os espanhóis colonizadores tinham dificuldade de pronunciar a palavra, colocaram um “hu” no meio, formando a palavra Kabkajuatl, que com o tempo se transformou em cacauatl.

A bebida acabou sendo modificada pelos colonizadores para amenizar o gosto amargo e picante, e passou a ser tomada quente com leite e açúcar – ganhando o nome de chacauhaa (bebida quente). A confusão entre os nomes das duas bebidas, a picante e a quente, é que teria dado origem à palavra chocolate.

O cacau

Fruto e flores de cacau. Foto de H. Zell/Wikicommons

Fruto e flores de cacau. Foto de H. Zell/Wikicommons

Rico em flavonoides, antioxidantes e ferro, além de ser responsável por aumentar o nível de serotonina no sangue, o consumo de cacau traz inúmeros benefícios à saúde. Combate a depressão e a ansiedade, previne contra o colesterol e a anemia, reduz o risco de diabetes e derrames, reduz a pressão, regula o intestino e ainda ajuda a controlar inflamações.

Cerca de 95% do cacau do Brasil é produzido na Bahia, tradição inciada há mais de 200 anos. O cultivo do tipo cabruca, integrado à Mata Atlântica, é o responsável pela conservação de uma vasta área de mata nativa na região – onde um levantamento feito em 2007 encontrou inúmeras árvores ameaçadas de extinção, entre elas o jequitibá-rosa, o pau-brasil e a gameleira.

*Conheça mais curiosidades sobre a trufa.

Fontes: Gregory-Smith, John. O livro das especiarias: receitas rápidas. – 1. ed. – São Paulo: Publifolha, 1013; Wikipedia; tuasaude.com.

 

Bola 8

Bola 8

Deliciosas trufas de chocolate meio amargo com consistência ao mesmo tempo cremosa e firme, que desmancham na boca. Envoltas em cacau em pó. Também disponíveis nas variações laranja e pimenta.

Ingredientes: chocolate meio amargo, extrato de baunilha, creme de leite e cacau em pó. Opcionais: laranja cristalizada e pimenta caiena.

Veja mais…

Defina o que é uma trufa em poucas palavras: bolinhas de chocolate bem forte, com bastante cacau, firmes por fora mas cremosas por dentro, podendo ou não serem saborizadas com frutas, bebidas, especiarias ou condimentos. Sim, é uma boa definição, principalmente para o nosso bolinho, o Bola 8. Mas o nome, trufa, define também uma outra iguaria mais “selvagem”, e ainda mais poderosa: a trufa negra, um tipo de cogumelo subterrâneo que é um dos alimentos mais caros do planeta.

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As trufas negras. Foto retirada do Pinterest

Trufas são as espécies mais raras e nobres de todos os cogumelos. Elas crescem entre 20 e 40 centímetros debaixo da terra, nas raízes de grandes carvalhos e castanheiras. Sua colheita é feita por caçadores que usam cães adestrados para farejá-las. O local é escavado, parte da trufa é deixada – para que possa se reproduzir novamente – e partir daí começa uma verdadeira corrida para enviá-las em menos de 36 horas até todos os seus consumidores ao redor do planeta.

Existem três tipos de trufas: a negra, a branca e a de verão, menos rara. Por ainda não se ter encontrado uma forma de cultivá-la – e pelo seu inigualável aroma – a trufa branca é a mais cara de todas, e o segundo alimento mais caro do mundo, perdendo somente para o caviar. Por duas ocasiões seu valor ultrapassou 100 mil euros em leilões realizados na Itália, mas a mais célebre trufa branca, de Alba, na Itália, custa até 15 mil dólares o quilo.

Ao contrário da branca, a trufa negra já pode ser cultivada: após anos de trabalho, pesquisadores criaram o carvalho trufeiro, que leva até oito anos para produzir os fungos. Encontrados naturalmente entre França, Espanha e Itália, os “diamantes negros”, como já foram chamados, vêm sendo colhidos também no Reino Unido, Estados Unidos, Suécia, Nova Zelândia e Chile, entre outros – e vendidos por valores entre 700 e 2 mil dólares. Escura, com aspecto mais rugoso e odor menos marcante do que a branca, a trufa negra costuma ser utilizada ralada diretamente nos alimentos ou para saborizar azeites especiais.

Mas e o chocolate?

Por causa da semelhança física com a trufa negra – e, acredito, por se tratarem também de iguarias especiais –, essas maravilhosas bolinhas de chocolate descritas no início do texto ganharam o nome de trufas. No Ora Bolas, optamos por uma outra analogia: a Bola 8, preta, que define a sinuca, fecha o jogo – e não precisa de mais nada.

Fontes: Wikipedia; megacurioso.com; terra.com.br;

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