Kubbeh Hamusta

Kubbeh Hamusta

O quibe no caldo, tradicional prato dos curdos e judeus do Oriente Médio

Ingredientes: caldo de frango, carne moída, sêmola, farinha de trigo, aipo, acelga, abobrinha, cebola, alho, limão siciliano, pimenta jamaica, pimenta do reino e sal

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Quibe, em árabe, significa “a forma de uma bola”. Assim é uma das versões mais conhecidas no Ocidente, considerada o prato nacional da Síria e do Líbano: carne moída e trigo formam um invólucro para o recheio de carne, temperos adocicados e pinoli, no formato esférico, frito por imersão. Mas, como quase toda comida típica, existe uma infinidade de receitas, formatos e formas de preparo, dependendo da região – do Iraque ao Egito, quibe está entre as comidas mais populares.

Na culinária judia do Curdistão, do Iraque, da Síria e da Turquia, por exemplo, há uma série de quibes cujo invólucro é preparado com semolina ou farelo de arroz, e que são cozidos em caldos. O sistema diferenciado tem origem nas dificuldades encontradas antigamente para comprar e armazenar carne. No Curdistão, quando havia a rara oportunidade de comprar carne, era adquirido um animal inteiro e, para não desperdiçar nenhuma parte, ele era cozido lentamente em pedaços enormes. No final, era adicionado aipo e então tudo era moído e estocado em um lugar bem seco por meses. Quando havia necessidade, era usada para rechear o quibe e preparar sopas.

Em Jerusalém, essa variedade, considerada um prato étnico judeu típico, ganhou fama de reconfortante e se popularizou entre os restaurantes simples da cidade. A versão escolhida pelo Ora Bolas Food Lab é o hamusta verde, um caldo forte e ácido (outra característica típica de Jerusalém) de frango e limão, com acelga, aipo, abobrinha e alho.

No Kubbeh Hamusta, o sabor suave, porém marcante, dos bolinhos combina perfeitamente com o gosto acre do caldo. A massinha de semolina que envolve o recheio – temperado com aipo e pimenta-da-jamaica – é macia, porém mais espessa que a dos bolinhos asiáticos, o que lhe dá uma agradável textura ao ser comido. Quer provar?

Fonte: Ottolenghi, Yottam e Tamimi, Sami. Jerusalém; tradução Eni Rodrigues – 1ª edição – São Paulo – 2012.; NPR

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