Zough

Zough

Molho de pimenta verde iemenita, considerada a pasta de pimenta nacional de Israel. Na foto, servido com tomates picados como bruschetta

Ingredientes: coentro fresco, salsinha fresca, pimenta-chilli verde, cominho em pó, cardamomo, cravo-da-índia, alho, azeite, açúcar e sal

Cardápio especial para 22/3

Em homenagem ao aniversário de Florianópolis, elaboramos um cardápio especial baseado em ingredientes típicos da cidade e do estado e em suas origens. Por causa disso a entrega será antecipada para quarta-feira, 22/3 (nos mesmos locais e horários), véspera do feriado, e os pedidos deverão ser feitos até segunda à noite.

Changbai: receita que une dois ingredientes tipicamente catarinenses com uma roupagem asiática – almôndegas de carne suína e ostras em molho à base de doubanjiang (mistura superpicante de chili e feijão fermentado), Chinkiang (vinagre de arroz preto), xerez e shoyu. Prato da sofisticada culinária de Sichuan, na China – R$ 40,00 – porção de aproximadamente 200g;

Convento Açoriano: versão das queijadas de Vila Franca do Campo, tradicionais da Ilha de São Miguel, nos Açores, com massa fininha típica dos doces conventuais portugueses, e recheio à base de coalhada seca caseira; uma homenagem aos principais colonizadores da Ilha de Santa Catarina – R$ 10,00 – porção de 6 unidades;

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que nesta semana o pedido deve ser feito até segunda à noite, e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Bom apetite!

Changbai

Para os fortes: almôndegas de carnes suína e de ostras em molho superapimentado. Receita de origem chinesa.

Ingredientes: costela suína; ostras; douban jiang (molho chinês de pimenta); vinagre chinkiang; shoyu; xerez seco; nirá; alho; farinha de milho; açúcar; claras de ovos; gengibre; óleo de girassol.

Saiba mais…

Changbai é o nome da montanha mais alta dos montes Changbai (norte) e Baekdudaegan (sul), complexo vulcânico localizado na fronteira entre a China e a Coreia do Norte. A Montanha Changbai – ou Monte Paektu, como também é conhecida – é famosa entre os geólogos por ter causado, no século X, a Erupção do Milênio, uma das maiores erupções vulcânicas já registradas. Changbai, o bolinho, tem um potencial tão explosivo quanto – a primeira sensação é de que nossa boca vai soltar lavas de fogo.

Fruto da tradicionalmente picante culinária de Sichuan, também na China, as almôndegas de carne suína e ostra em molho à base de douban jiang provocam uma verdadeira explosão à primeira mordida – que, tal como a erupção de um vulcão, vai aos poucos se arrefecendo para dar lugar a outras nuances do paladar, entre elas o doce, o salgado do shoyu, o ácido do vinagre preto e do xerez e o crocante e suculento do nirá fresco.

O vulcão que abriu a Coreia do Norte

O temor de uma nova Erupção do Milênio, com força 100 vezes superior à do vulcão islandês Eyjafjallajökull – que em 2010 afetou o espaço aéreo europeu causando prejuízo de 5 bilhões de euros – fez com que, pela primeira vez na história, a Coreia do Norte permitisse que uma equipe de cientistas ocidentais cruzasse suas fronteiras. Os alarmes – que permitiram essa exceção dentro do fechado regime ditatorial daquele país – soaram após vários sinais de atividade que o imprevisível vulcão demonstrou entre os anos de 2002 e 2005.

Foto retirada do Pinterest

Lago do Céu, Montanha Changbai

Atualmente, o único ponto em solo norte-coreano que é livre para qualquer pessoa pisar é o Lago do Céu (Lago Chonji em coreano), na cratera da Montanha Changbai, que com seus 14 quilômetros de circunferência e temperaturas que atingem 30 graus abaixo de zero atrai turistas do mundo inteiro. Apenas uma pedra indica a separação entra China e Coreia do Norte, mas não existe nenhum tipo de vigilância militar na região.

No lado chinês do parque, os turistas enfrentam longas filas para conseguir assento em um dos carros que, através de uma estreita estrada, os levam ao topo da montanha – cujo nome em Chinês significa “sempre branca”. O nome coreano, Paektu, significa “cabeça branca” e, segundo a propaganda do governo, é o local de nascimento de Kim Il-Sung, fundador da ideologia Juche (“autosuficiência”) – versão local do comunismo que deu origem ao regime autoritário. Para a cultura coreana e Manchu, da China, o vulcão tem um significado espiritual importante, já que é considerado local de origem de seus povos.

Fontes: el pais.com; blastingnews.com; agênca EFE; Wikipedia; Pinterest

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Sopa de Dragão

Picante sopa de legumes chinesa com almôndegas de carne suína carregada no gengibre

Picante sopa de legumes chinesa com almôndegas de carne suína carregada no gengibre

Ingredientes: pernil de porco, gengibre, cebolinha, shoyu, óleo de gergelim, caldo de frango, anis-estrelado, alho, acelga e coentro.

Saiba mais…

Já falamos aqui o quanto a culinária chinesa é variada e baseada em conceitos milenares. Nesse rol de diferentes estilos e receitas (estima-se que existam mais de 5 mil pratos típicos), as sopas ocupam uma importante posição no cardápio e na história. Há, inclusive, um provérbio que diz: “uma refeição perfeita pode não incluir pratos de carne, mas a sopa não deve faltar”. As sopas fazem parte do dia a dia do povo desde o período da dinastia Song, que governou a China de meados de 960 a 1279. Antes disso, entre os séculos 6 e 10, diferentes tipos de sopa surgiram na culinária imperial das dinastias Sui e Tang.

Se a importância da presença da sopa na mesa é consenso entre os chineses, a hora de tomá-la varia conforme a região desse país continental. No sul, é hábito iniciar a refeição por ela para aumentar o apetite. No norte, costuma-se encerrar a refeição com uma sopa para ajudar na digestão. Já em um banquete tradicional, a sopa é o segundo prato, sucedendo a mesa de aperitivos e antecedendo o prato principal – essa ordem ajudaria a limpar o paladar.

Há preferências também quanto aos tipos de sopa, que costumam ser divididos conforme os ingredientes – caldo de carne, de peixe, de ovo e de legumes; os sabores – salgada, agripicante e doce; e a consistência – caldos ralos e sopas espessas. Os habitantes da região sul preferem caldos mais ralos e sopas de sabor leve. Já os moradores do norte têm preferência por sabores mais salgados. Na província de Guangdong, no sul do país, é comum a adição de ervas medicinais.

ginger-1714196_1920A relação entre culinária e medicina na China, aliás, é intrínseca. Diz-se que não se deve recorrer a remédios sem antes buscar a cura através de uma dieta. Por isso a escolha e combinação de ingredientes, assim como a forma de preparo, é muito importante. O gengibre, por exemplo, é um condimento muito comum na gastronomia chinesa, especialmente fresco. Para a medicina tradicional chinesa, é um importante elemento para expectoração e tratamento de tosse, gripe, resfriados e catarro; enjoo matinal, náuseas, vômitos, indigestão, flatulência e diarreia; hemorragias; dores e espasmos; além de melhorar a circulação sanguínea. É classificado como picante e quente, com propriedades de aquecer e libertar o exterior.

A Sopa de Dragão, baseada em uma receita do chef John Gregory-Smith, tem como uma de suas características marcantes o sabor do gengibre, presente tanto no caldo quanto nas almôndegas de carne de porco. Também muito comuns na gastronomia e medicina chinesa, anis-estrelado e coentro conferem aroma e sabor ao prato, além de suas propriedades: o primeiro é expectorante e digestivo, e combate gases, cólicas intestinais e diarreias; o segundo é indicado para dor de estômago, náuseas, hérnia, disenteria, hemorroidas, falta de apetite, dispepsia, náuseas e flatulência, e como tônico e afrodisíaco. Há ainda o alho, que ajuda a eliminar o frio, neutralizar toxinas e dissolver estagnações. Com tantos benefícios, a Sopa de Dragão é uma opção leve, nutritiva e funcional para alimentar o corpo e a alma nos dias frios.

Fontes: CRI online; Portal São Francisco; Revista Macau; Escola de Medicina Tradicional Chinesa; Cuesta Sabores; Dicas de Saúde; Acupunturista.net; Epoch Times; Wikipedia

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Là Qiú

Là Qiú

Almôndegas de carne suína caramelizadas em molho picante de mel e shoyu. Receita de origem chinesa.

Ingredientes: costela de porco, sementes de cominho, pimenta vermelha em flocos, molho de soja (shoyu), mel, cebolinha, alho, cebola, ovo, farinha de rosca, azeite e sal.

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A culinária é um importante item da identidade cultural de um povo. Ingredientes, formas de preparo e de comer revelam muito mais do que preferências alimentares de um grupo, representam maneiras de viver e ajudam a contar a história de um país ou região. E a história da China é milenar…

Há aproximadamente 10 mil anos, os antepassados chineses inventaram a cerâmica cozida, o que veio permitir a diversificação da alimentação humana, baseada em alimentos crus ou assados. Lá foram encontrados fragmentos das panelas mais antigas que se tem notícia. Por volta de 5000 a.C., a prática de servir alimentos cozidos pelo método de fervura em panelas era comum em todo o seu território. Já nos tempos da dinastia Yin (séculos 14-11 a.C.) foi desenvolvida a cocção a vapor, técnica que permaneceria desconhecida para a Antiguidade Ocidental.

A base da culinária chinesa está em consonância com a filosofia holística, que considera seres humanos e natureza aspectos de um todo unificado, que coexistem e estão ligados de diversas maneiras, inclusive pela alimentação. As receitas seguem as teorias do Yin e Yang (origens do universo) e dos Cinco Elementos (que explica a sua estrutura), buscando o seu equilíbrio. Yang é a força dinâmica, o calor e a luz; Yin é a força receptiva, o frio e a escuridão. Os cinco elementos são água, fogo, madeira, metal e terra, que correspondem aos sabores salgado, amargo, ácido, picante e doce, respectivamente. Por sua vez, os cinco sabores correspondem aos órgãos do corpo humano, segundo a teoria Zang Fu. Para os chineses, a harmonia entre todos esses fatores implica saúde e vitalidade.

Em um país como a China, a culinária típica não poderia deixar de ser gigantesca e diversificada. Variantes como ingredientes locais, técnicas de preparo, clima, geografia e estilo de vida geraram diferentes estilos de cozinha. Là Qiú, o bolinho dessa semana, é inspirado em receitas do leste chinês, mais especificamente Xangai, a mais jovem das cozinhas da China, fortemente influenciada pela gastronomia das províncias vizinhas, Jiangsu e Zhejiang. Além de cor, aroma e sabor, a culinária de Xangai (Hu cuisine) caracteriza-se pelo uso de temperos, qualidade dos ingredientes e sabores originais. Doce e azedo é um sabor típico, obtido geralmente com a mistura de açúcar ou mel com molho de soja ou vinagre. A cor vermelha e brilhante, de aspecto caramelizado, é outra marca, resultado do cozimento lento em molho de soja ou bebidas alcoólicas. Também é mais suave, menos picante – especialmente se comparada ao estilo de Sichuan.

Hǎo wèikǒu (bom apetite)!

Fontes: Wenxiang, Gong (tradução de J.O. Fortuny Carreras). La comida en la cultura china. CAV Televisión; Maciel, Maria Eunice. Olhares antropológicos sobre a alimentação: Identidade cultural e alimentação. Editora Fiocruz; Wikipedia; www.eucomosim.com; chinanaminhavida.com; munchies.vice.com

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Fogo Sagrado

Fogo Sagrado

Almôndegas de cordeiro em instigante molho picante de especiarias.

Adaptado de receita do chef John Gregory-Smith inspirada na culinária do Punjab, na Índia

Ingredientes: pernil de cordeiro, cebola roxa, tomate, gengibre, pimenta, cominho, coentro, garam massala, pimenta do reino, ovo, farinha de rosca e sal.

Saiba mais…

A pimenta ajuda na limpeza do corpo; a do reino, ajuda na digestão e é ótima para resfriados e dor de cabeça – assim como o gengibre, que além disso é expectorante, analgésico e bom para náuseas; o coentro também é um ótimo remédio para febre, alergia, náuseas e desordens na pele; o cominho, além de possuir um sabor forte que neutraliza o ardor da pimenta, também é usado para tratar dores abdominais em geral. No Garam Masala, o cardamomo estimula a mente e o coração, dando claridade de visão e disposição – além de regular a acidez no estômago e ajudar a parar vômito e tosse; a canela regula a circulação de sangue e a atividade dos aparelhos digestivo e respiratório, além dos rins; o cravo da índia é afrodisíaco e também ajuda na digestão e na purificação do sangue; por último, a noz-moscada, que pode ser usada utilizada para impotência, absorção intestinal e insônia.

Na Índia é assim: culinária e medicina estão intimamente ligadas. A comida faz parte do processo de cura e também dos conceitos milenares de equilíbrio e harmonia que regem as crenças hindus e dos sikhs. Por isso a gastronomia indiana é essencialmente sensorial em relação a sabores e cores, levando inclusive à meditação. Essa meditação gastronômica inclui os seis sabores: doce, salgado, amargo, picante, azedo e adstringente que, combinados com cores e aromas, despertam todos os cinco sentidos, trazendo equilíbrio. Além disso, pesquisas mostram que a ingestão diária de especiarias na dieta indiana ajuda a prevenir contra o câncer.

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Mercado de especiarias indiano

Um pouco de história

A alimentação é tão significativa para os indianos quanto seus monumentos, arte e literatura. A grande variedade de culturas que historicamente passaram pelo país influenciaram a formação de sua gastronomia, contribuindo para os múltiplos sabores e técnicas utilizados em seus pratos. Do Império Mongol, que governou grande parte da Índia entres os séculos XVI e XIX, vieram as influências da Ásia Central, do Sudeste Asiático e da Turquia; os europeus, que colonizaram o país até meados do século XX, também deixaram sua marca, introduzindo ingredientes como o pão fermentado e o talharim, além de técnicas de cocção. Entre o fim do primeiro milênio e o início do segundo, os Árabes também passaram pelo Índia, atraídos pela riqueza das especiarias – que posteriormente também levaram o espanhol Vasco da Gama ao país, em 1498. Naquela época, o carregamento de especiarias valia muito mais que seu peso equivalente em ouro, devido à grande quantidade que poderia ser levada em apenas uma embarcação.

Esse troca-troca de culturas é responsável pelo fascínio que a culinária indiana exerce na gastronomia mundial. Cada prato possui uma diversidade de sabores que permanecem no paladar, prolongando memórias e sensações. No Ora Bolas Food Lab, o Fogo Sagrado ganhou esse nome porque é o bolinho que mais traduz toda essa herança culinária, que faz da comida indiana um remédio para o corpo e para a alma – alimentando, invadido nossos sentidos e elevando o espírito.

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Dragão Chinês

Dragão Chinês

Almôndegas de carne suína envoltas em surpreendente molho agridoce picante. Inspirado em receita da província de Sichuan, na China.

Ingredientes – Bolinho: costela de porco, pimentas vermelhas secas, gengibre, ovo, farinha de rosca e sal. Molho: pimenta de Sichuan, azeite de oliva, gengibre, pimenta vermelha seca, anis-estrelado, sal, vinagre de arroz, açúcar, shoyu e semente de gergelim.

Saiba mais…

Suave, marcante, picante, doce, salgado, refrescante. Nosso Dragão Chinês é tudo isso ao mesmo tempo. O molho agridoce à base de shoyu contrasta com a picância das pimentas e do gengibre e com o sabor suave e refrescante do anis-estrelado. É uma viagem a uma das mais marcantes cozinhas tradicionais chinesas.

Apesar de muito conhecida pela gastronomia, a China possui pelo menos cinco importantes correntes culinárias (historicamente falando são oito!), que diferem muito uma da outra em sabor, técnica e ingredientes. A escolhida para o nosso bolinho foi a culinária de Sichuan, província com mais de 4,6 milhões de habitantes localizada na parte ocidental do país.

Famosa em toda a China, a maior característica da culinária de Sichuan é a picância. Sua capital, Chegdu, foi designada pela Unesco como “Cidade da Gastronomia”, e sua comida tipicamente apimentada é motivo de orgulho para os habitantes locais. Um ingrediente comum em muitos pratos é a pimenta de Sichuan, ou pimenta Fagara. É uma planta indígena cujos frutos possuem um aroma que remete às frutas cítricas. Além da pimenta, alho, gengibre e óleo de gergelim são outros ingredientes típicos.

Segundo Mao Jianhua, professor especialista em costumes populares locais da Universidade de Sichuan, o apreço pela pimenta se relaciona com a história e geografia da região, cujo clima extremamente úmido provoca muitas doenças em seus habitantes, tais como o reumatismo. Segundo ele, a pimenta de Sichuan produz na língua uma sensação semelhante à dormência, e tem a propriedade de expulsar o frio interno – um conceito da medicina tradicional chinesa – e melhorar a circulação.

Fontes: Wikipedia; CRIonline; chinanaminhavida.com; eucomosim.com

 

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