Cardápio de 19 e 22 de setembro (primavera)

O cardápio desta semana foi elaborado especialmente para comemorar a chegada da primavera. Para começar, na terça-feira 19, teremos a estreia do Equinócio, versão do Tang Yuan, bolinho no caldo servido tradicionalmente durante o Festival das Lanternas na China, que celebra o fim do inverno e o início da primavera. Para sobremesa, Casbá, nossa já tradicional trufa de tâmaras e amêndoas com cacau, água de laranjeira e canela (sem açúcar, sem glúten, sem lactose!), uma verdadeira delícia com o sabor do norte da África.

E a primavera chega a tempo para o happy-hour de sexta, 22: 17h02, de acordo com o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP! Para deixar o frio do inverno para trás, Thai, picantes bolinhos de linguiça e especiarias típicas da Tailândia acompanhados de molho agridoce. Uma leve e doce ardência também está presente na opção vegana da semana, o Jerusalém, um falafel de sabores complexos. Para encerrar, Luar de Primavera, uma versão doce – mas sem açúcar – do Tang Yuan, servido no creme de manga.

TERÇA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO

Equinócio: nossa versão do Tang Yuan, bolinho chinês no caldo servido tradicionalmente durante o Festival das Lanternas, em comemoração à chegada da primavera – R$ 30,00 – porção para duas pessoas (aproximadamente 500 gramas)

Casbá: trufas de tâmara, amêndoas e cacau com água de flor de laranjeira, raspas de laranja e canela, cobertas de cacau (sem açúcar, sem glúten e sem lactose) – R$ 20,00 – porção com 6 unidades.

SEXTA-FEIRA, 22 DE SETEMBRO

Thai: saborosos bolinhos picantes de linguiça com ervas e especiarias típicas da Tailândia. Acompanha molho caseiro de pimenta doce – R$ 20,00 – porção de aproximadamente 250 gramas;

Jerusalém: nossa segunda versão do falafel, baseada em uma receita de Israel – R$ 20,00 – porção com 250 gramas;

Luar de Primavera: o bolinho chinês Tang Yuan em uma versão doce, mas sem açúcar! Bolinhas de arroz glutinoso em creme de manga, leite de coco e temperos – R$ 20,00porção de 300ml de creme mais bolinhas.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido da sopa deve ser feito até segunda à noite, e do cardápio de sexta até quarta-feira de manhã, e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Bom apetite!

Equinócio (Tang Yuan)

IMG_8612Nossa versão do Tang Yuan, bolinho chinês no caldo servido tradicionalmente durante o Festival das Lanternas, em comemoração à chegada da primavera 

Ingredientes: recheio do bolinho – carne de porco, camarão, cogumelo seco, cogumelo shitake fresco, repolho, ovo, cinco especiarias chinesas, molho de soja (shoyu), gengibre, cebolinha e sal; massa do bolinho – farinha de arroz glutinoso e água; caldo de frango.

Saiba mais…

Na China, o Ano Novo – que não começa em 1º de janeiro, mas sim na primeira lua nova do calendário lunissolar chinês, o que ocorre entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro – é recebido com uma série de comemorações, que se iniciam no oitavo dia do último mês e se estendem até o 15º dia no novo ano. Por coincidir com o fim do inverno, o período é também chamado de Festival da Primavera.

Este é o festival mais importante para os chineses. É época de se reunir com a família, não importa o quão distante esteja, para o jantar da véspera do Ano Novo. Os dias que se seguem são tempo para prestar homenagens aos ancestrais e membros mais velhos da família, visitar templos, encontrar amigos e trocar saudações e lembranças. Pela cidade há queima de fogos de artifício (hoje proibida nas grandes cidades), apresentações de teatro de fantoches e de sombras, e atrações folclóricas como a Dança do Leão, a Dança do Dragão e equilibristas em pernas de pau.

Esta pintura, feita por um pintor da corte imperial em 1485, descreve o imperador Chenghua desfrutando as festividades com famílias na Cidade Proibida durante o Festival das Lanternas Tradicionais. Inclui performances acrobáticas, óperas, shows de magia e provocando fogos de artifício.

Pintura de 1485 descreve o imperador desfrutando o Festival das Lanternas

No último dia das festas de Ano Novo os chineses se concentram nas ruas para confraternizar, quando ocorre o Festival das Lanternas, considerado o mais recreativo e participativo da China. Além das próprias lanternas, dos mais variados formatos e tamanhos, espalhadas por toda a cidade – há inclusive parques de lanternas criados apenas para o festival – e das outras atrações, resolver enigmas escritos por calígrafos nas lanternas é um desafio muito procurado.

Outro símbolo do Festival das Lanternas é o Tang Yuan, também chamado de Yuanxiao. Trata-se de um bolinho de farinha de arroz glutinoso com recheios diversos, servido em um caldo como prato salgado ou, geralmente, doce. A forma redonda do bolinho de cor branca, além de lembrar a lua cheia que brilha no céu desta noite, simboliza a união e coesão da família. Não comer a iguaria é como não ter celebrado o Ano Novo e a primavera que vem chegando.

No Brasil, seguimos outro calendário e estamos em outro hemisfério. Mas, principalmente no sul do país, a chegada da primavera é esperada com ansiedade depois do frio do inverno. Para celebrar, o Ora Bolas Food Lab escolheu duas versões de tang yuan: uma salgada, batizada de Equinócio, e outra doce, o Luar de Primavera.

O Equinócio é recheado com carne suína, camarões, cogumelos, repolho, gengibre e especiarias. O caldo escolhido é o de frango, tanto pelo sabor e propriedades quanto pela sua simbologia. Pratos de frango não podem ser excluídos das comemorações do Festival da Primavera, pois em chinês sua pronúncia (“ji”) significa auspiciosidade. Além disso, o atual ano chinês, que começou em 28 de janeiro, tem como regente o Galo de Fogo.

Fontes: Wikipedia; China.org.cn; Travel China Guide; Epoch Times; China na minha vida