Goa, um estado indiano bem familiar

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Praia de Colva, Goa. Imagem: Robbin, wikicommons

Goa é o menor estado da Índia em território, o quarto menor em população e o mais rico em PIB per capita. Cenário de praias paradisíacas e natureza exuberante – em especial na época das monções –, possui ainda uma rica arquitetura, com igrejas e conventos considerados patrimônio da humanidade pela Unesco. Mas espera, igrejas… conventos? Na Índia?

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Capela de Santa Catarina, Goa Velha

Sim, assim como o Brasil, Goa foi colônia de Portugal por mais de 400 anos, tendo sido inclusive a capital do Estado Português na Índia, instaurado a partir de 1510. A língua oficial é o concani, mas até hoje existem pessoas, principalmente as mais velhas, que falam português por ali – afinal, o domínio português teve fim apenas em 1961, quando o exército indiano, recém independente do Império Britânico, derrotou as forças militares portuguesas e tomou de volta a região. Uma outra herança portuguesa, e da Inquisição: Goa é o único estado indiano onde existem cristãos, cerca de 25% da população. A maior parte, como no resto da Índia, é hindu.

Srividya. wikicommons

Cachoeira de Dudhsagar. Imagem: Srividya. wikicommons

Uma outra semelhança com o Brasil é um fato curioso: Goa é o único lugar na Índia onde existe Carnaval. As celebrações se resumem a desfiles de rua com carros enfeitados, que se revesam durante os quatro dias de festa nas principais cidades do estado, entre elas a capital Panjim, Mapusa, Margão e Vasco da Gama – todas no interior. É também no interior do estado, pouco procurado pelos turistas, que se pode entrar em contato com toda a exuberância da natureza local, com campos verdejantes e cachoeiras, sendo a mais conhecida a cachoeira de Dudhsagar.

As praias são muito frequentadas por turistas, tanto indianos quanto estrangeiros, com destaque para os russos. Muitos russos já possuem inclusive casas de veraneio no estado, e existem placas informativas em russo em quase todas as praias. São lugares muito parecidos com muitas praias do norte e nordeste do Brasil, com barracas que vendem frutos do mar e cadeiras para descansar. Com uma diferença: a companhia das vacas. Como em toda a Índia, é comum que as vacas passeiem por todos os lugares da cidade, inclusive nas praias, com direito a banho de mar e tudo.

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Fontes: Wikipedia; 360meridianos.com; tudoindia.com.br

Cardápio para 7/4

O cardápio da semana passeia pela Tailândia, com a estreia do bolinho que saiu na “Floripa É” deste ano, faz uma passagem por Florianópolis em uma receita caseira vegetariana que foi publicada no Colibri de Micael (periódico da Escola Waldorf Anabá) de 2016 e termina sua viagem pela Índia, com a já conhecida trufa de chocolate amargo com especiarias… hmmmmm

Thai: saborosos bolinhos picantes de linguiça com ervas e especiarias típicas da Tailândia. Acompanha molho caseiro de pimenta doce – R$ 20,00 – porção de aproximadamente 250 gramas;

Floresta de Duende: bolinho crocante de espinafre com recheio cremoso de mussarela de búfala, shiitake e cebola ao shoyu. – R$ 35,00 – porção de aproximadamente 250 gramas

Goa Noir: trufas de chocolate belga 70% cacau com cardamomo e café cobertas com pistache crocante – R$ 20,00 – porção com 6 bolinhos.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido deve ser feito até terça à noite, e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Bom apetite!

Goa Noir

Trufas de chocolate belga 70% cacau com cardamomo e café cobertas com pistache crocante.

Ingredientes: chocolate Callebault 70% cacau; creme de leite fresco; pó de café; cardamomo; pistache

Saiba mais..

Uma trufa* de chocolate bem amargo, marcante, combinada com especiarias e amêndoas que remetem à culinária cheia de sabores de Goa, na região da Índia colonizada pelos portugueses que retrata em seus pratos essa interessante mistura cultural. Essa é Goa Noir, nossa bolinha de chocolate com 70% de puro cacau, cardamomo e café, cobertas com pistache moído crocante – inspirada na combinação formulada pelo chef John Gregory-Smith durante sua viagem àquele país. A leve refrescância do cardamomo e do pistache se contrapõem, e ao mesmo tempo realçam, o amargo picante do cacau, acentuado pela nota de café.

Um certo líquido picante

A origem do nome chocolate remonta justamente à característica picante do seu principal ingrediente, o cacau. Diz-se que Cristóvão Colombo foi um grande admirador de uma bebida produzida a partir da semente do cacau – fruto do cacaueiro, planta originária da bacia amazônica – batizada de Kabkajatl, uma mistura de vocábulos de origem maia e asteca que formava a expressão “suco amargo picante”. Como os espanhóis colonizadores tinham dificuldade de pronunciar a palavra, colocaram um “hu” no meio, formando a palavra Kabkajuatl, que com o tempo se transformou em cacauatl.

A bebida acabou sendo modificada pelos colonizadores para amenizar o gosto amargo e picante, e passou a ser tomada quente com leite e açúcar – ganhando o nome de chacauhaa (bebida quente). A confusão entre os nomes das duas bebidas, a picante e a quente, é que teria dado origem à palavra chocolate.

O cacau

Fruto e flores de cacau. Foto de H. Zell/Wikicommons

Fruto e flores de cacau. Foto de H. Zell/Wikicommons

Rico em flavonoides, antioxidantes e ferro, além de ser responsável por aumentar o nível de serotonina no sangue, o consumo de cacau traz inúmeros benefícios à saúde. Combate a depressão e a ansiedade, previne contra o colesterol e a anemia, reduz o risco de diabetes e derrames, reduz a pressão, regula o intestino e ainda ajuda a controlar inflamações.

Cerca de 95% do cacau do Brasil é produzido na Bahia, tradição inciada há mais de 200 anos. O cultivo do tipo cabruca, integrado à Mata Atlântica, é o responsável pela conservação de uma vasta área de mata nativa na região – onde um levantamento feito em 2007 encontrou inúmeras árvores ameaçadas de extinção, entre elas o jequitibá-rosa, o pau-brasil e a gameleira.

*Conheça mais curiosidades sobre a trufa.

Fontes: Gregory-Smith, John. O livro das especiarias: receitas rápidas. – 1. ed. – São Paulo: Publifolha, 1013; Wikipedia; tuasaude.com.