Cardápio para 31/3

Depois de passar pela comida fortemente condimentada do oriente, o cardápio desta semana traz sabores mais suaves, porém não menos marcantes, da região do Mediterrâneo. Acompanhe-nos neste passeio pela elaborada cozinha da França, passando pelo tradicional piatto italiano e finalizando com uma sobremesa da exótica culinária do Marrocos:

Babette: trouxinhas de carne de codorna desfiada e refogada em azeite trufado com delicado creme e pedaços de cogumelo Paris fresco . Acompanha molho de codorna. Receita inspirada no filme “A Festa de Babette” – R$ 40,00 – porção de aproximadamente 250 gramas;

Parmigiana: bolinhos de berinjela recheados com tomate, mussarela de búfala e manjericão – R$ 35,00 – porção de aproximadamente 250 gramas (pode ser assado ou frito; especificar no pedido)

Ghriba: instigante docinho marroquino com nozes e especiarias, crocante por fora e cremoso por dentro – R$ 20,00 – porção com 8 bolinhos.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido deve ser feito até terça à noite, e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Bom apetite!

Babette

Babette

Para presentear todos os sentidos: trouxinhas de carne de codorna desfiada e refogada em azeite trufado com delicado creme de champignon e pedaços do cogumelo fresco. Acompanha molho de codorna. Receita inspirada no filme “A Festa de Babette”.

Ingredientes: codornas, bacon, champignon paris fresco, vinho madeira, vinho branco, azeite trufado, creme de leite fresco, cebola, alho, alho-poró, cenoura, salsão, tomilho, louro, sal, pimenta do reino, gelatina incolor em folha, massa de pastel caseira (farinha, ovo, cachaça, óleo, manteiga, fermento químico, água e sal).

Saiba mais…

A comida em sua total potencialidade: aguçar todos os sentidos, incentivar o toque; tornar as cores mais brilhantes; trazer de volta aromas e pessoas do passado; tornar as vozes mais amigáveis, suaves; estimular todos os receptores de sabor – trazer, enfim, risadas, felicidade. No filme A Festa de Babette, lançado em 1987 (há exatos 30 anos), assistimos a uma comunidade dinamarquesa fria e rígida do século XIX despertar para o mundo dos prazeres através da comida.

O banquete oferecido por Babette, a personagem, – para celebrar o aniversário de morte do pastor e pai de suas anfitriãs na cidade – vai, aos poucos, retirando a sisudez e o puritanismo dos habitantes, aproximando-os. Em uma série memorável de planos-sequência, a fotografia do filme acompanha essa mudança, tornando-se mais colorida, clara, com uma movimentação de câmera mais livre. Na história, todos cumprem o trato feito antes do jantar: ninguém menciona a comida. Nem precisa. O prazer a cada garfada e a riqueza de sensações que cada prato proporciona ficam muito visíveis nos gestos, feições e movimentos de cada um dos convidados. Enquanto isso, o general, que nada sabia do combinado e é um conhecedor da cuisine francesa, mostra em palavras para nós, expectadores, o que eles estão sentindo.

A Festa de Babette/Divulgação

Cena do filme onde a expressão dos convidados já está alterada pela comida

A primeira vez que fiz Babette, o bolinho, experimentei já na primeira das várias etapas de cozimento um lampejo dessa sensação. O aroma desprendido pelo caldo de codorna com vinho madeira – que serve de base para todo o prato – trouxe uma aparentemente despropositada (inexplicável mesmo) sensação de alegria. E assim foi indo: o caldo misturado à carne, o bacon e o azeite trufado (saiba mais sobre esse ingrediente aqui); depois ao creme  de champignon fresco…

A Festa de Babette

As codornas com creme de champignon e trufas negras

No filme, a codorna (nesse caso inteira) com creme de cogumelos e trufas negras abre a série de pratos principais daquele banquete – retirado diretamente da nobreza francesa para abrir os horizontes de uma comunidade parada no tempo. É nesse momento que percebemos que os convidados já estão inevitavelmente presos aos inúmeros prazeres proporcionados pela comida de Babette.

A Festa de Babette/Divulgação

Babette na cozinha

O nosso bolinho foi inspirado nesse prato simbólico de um filme que usa dos meios cinematográficos com maestria para retratar um processo de total entrega aos prazeres (pecados?) da vida – nesse caso, através da comida. Com humildade, acreditamos que ele consegue despertar, um pouco que seja, essa sensação tão boa.

PS: Para quem mora em Florianópolis: o filme está disponível no acervo da vídeo locadora do Paradigma Cine Art, na SC-401. Se ainda não tiver assistido, vale a pena!

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