Cardápio de 14 e 17 de agosto

Nesta semana o Ora Bolas Food Lab faz uma viagem do Oriente à Europa. Da Tailândia veio a inspiração para as picantes almôndegas de linguiça com capim limão e manjericão, Thai, que vêm acompanhadas de um saboroso molho agridoce de pimenta, gengibre e alho. Da Itália trazemos uma versão de arancini (bolinhos de risoto) de açafrão e recheio de mussarela de búfala, nossa Palla Gialla. Para finalizar o happy-hour de sexta, um pulo na Alemanha, onde buscamos o Rote Grütze, doce precursor de uma conhecida sobremesa das colônias italianas do Sul do Brasil, o sagu – originalmente feito com vinho e frutas vermelhas, e que na nossa versão ganha o acompanhamento de um saboroso creme francês de baunilha.

O que você está esperando? Embarque nesta viagem e bom apetite!

TERÇA, 14 DE AGOSTO

Tomachutney: antepasto agridoce de tomates cereja – R$ 15,00 – 150 ml;

Chutney de cebola roxa: antepasto agridoce de cebola roxa reduzido em vinagres balsâmico e de vinho tinto com açúcar mascavo. Ótimo com pão de centeio, queijo, talos de erva-doce ou linguiça – R$ 15,00 – 150ml;

Red Hot Chutney: antepasto agridoce de pimentão vermelho e pimentas vermelhas com cebola roxa e especiarias reduzido no vinagre balsâmico e açúcar mascavo. Acompanha muito bem pães e linguiças e fica indescritível com queijo derretido – R$ 11,00 – 100ml;

SEXTA, 17 DE AGOSTO

Thai: saborosos bolinhos picantes de linguiça com ervas e especiarias típicas da Tailândia. Acompanha molho caseiro de pimenta doce – R$ 22,00 – porção de 200 gramas;

Palla Gialla: bolinho de risoto de açafrão recheado com uma bola inteira de mussarela de búfala – R$ 35,00 – porção de 250 gramas;

Rote Grütze: doce alemão precursor do tradicional sagu do Sul do Brasil, com frutas vermelhas e vinho tinto. Acompanha creme de baunilha – R$ 30 – porção com 300 ml + 120 ml de creme.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido de bolinhas deve ser feito até quarta-feira de manhã; e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Cardápio de 10 de agosto

Com o avanço de uma massa de ar frio sobre Santa Catarina, a previsão do tempo para esta sexta-feira é de temperatura mínima em torno de 10°C em Florianópolis. E para esquentar a sua noite, o Ora Bolas Food Lab oferece o Fogo Sagrado, almôndegas de cordeiro em molho picante típico da culinária punjabi.

A opção vegetariana vem do livro de receitas da família: Vó Censa, tortinhas assadas com recheio de verduras e parmesão, um acepipe saudável e saboroso que agrada até as crianças! O doce final vem com a Ghriba, docinho marroquino de nozes e baunilha.

SEXTA-FEIRA, 10/8

Fogo Sagrado: almôndegas de cordeiro em instigante molho picante de especiarias da culinária punjabi – R$ 40,00 – porção de 300 gramas;

Vó Censa: tortinhas de massa de pastel recheadas com verduras e queijo parmesão. Inspirado em uma tradicional receita de família, a “torta da Vó Vicentina” – R$ 22,00 – porção com 250 gramas;

Ghriba: instigante docinho marroquino com nozes e especiarias, crocante por fora e cremoso por dentro – R$ 15,00 – porção com 6 bolinhos.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Garanta seus bolinhos! Você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger, indicando a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Cardápio de 19 e 21 de junho

Nesta semana as entregas ocorrem na terça e quinta-feira, devido ao jogo da seleção brasileira de futebol na sexta. Para a terça “Fora da Bolinha”, temos três opções de antepasto: Chutney de cebola roxa; Red Hot Chutney (chutney de pimentão vermelho e pimenta vermelha); e Sweet Thai O’Mine (molho agridoce de pimenta típico da Tailândia). Já para quinta-feira, o cardápio tem Pub, almôndegas em molho stout com shiitake; La Cave, tortinhas de pera, gorgonzola, nozes e cebola caramelizada; e Goa Noir, trufas de chocolate belga 70% com especiarias cobertas de pistache. O que você está esperando? Embarque nesta viagem pelo mundo dos aromas e sabores e bom apetite!

TERÇA, 19 DE JUNHO

Chutney de cebola roxa: antepasto agridoce de cebola roxa, sementes de mostarda, pimenta do reino, açúcar mascavo e louro reduzido em vinagres balsâmico e de vinho tinto – R$ 15,00 – 150ml;

Red Hot Chutney: antepasto agridoce de pimentão vermelho e pimentas vermelhas com cebola roxa e especiarias reduzido no vinagre balsâmico e açúcar mascavo – R$ 15,00 – 150ml;

Sweet Thai O’Mine: molho de pimenta doce típico da Tailândia, com gengibre e alho – R$ 12,00 – 100 ml.

QUINTA, 21 DE JUNHO

Pub: suculentas almôndegas de carne bovina (raça britânica) envolvidas em molho Stout de shiitake – R$ 45 – porção de aproximadamente 300 gramas;

La Cave: tortinhas de pera, gorgonzola, nozes e cebola caramelizada, uma explosão de sabores – R$ 35,00 – porção com 250 gramas;

Goa Noir: trufas de chocolate belga 70% cacau com cardamomo e café cobertas com pistache crocante – R$ 20,00 – porção com 6 bolinhos.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido de antepastos deve ser feito até segunda-feira à noite, e o de bolinhas até quarta-feira de manhã; e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Cardápio de 5 e 8 de dezembro

O cardápio desta semana retoma, na terça-feira (dia de molhos e antepastos “Fora da Bolinha”), o giro pelo Mediterrâneo. Da Itália, os tradicionais antepastos de vegetais Zucchinata (abobrinha e temperos no vinagre e azeite) e Caponata (vegetais diversos e passas no azeite); do Marrocos, Matbucha, a pasta picante de tomates e pimentão assado, e Casbá, a deliciosa e saudável trufa de tâmaras e amêndoas.

Para o happy-hour de sexta, o caminho das especiarias nos leva à Índia, onde encontramos o Fogo Sagrado – suculentas almôndegas de cordeiro em instigante molho picante da culinária punjabi. Logo retornamos à Europa, começando pela Itália, berço do Parmigiana, os saborosos bolinhos de berinjela recheados com tomate, mussarela de búfala e manjericão; e, por fim, encerramos nossa viagem com a Bola 8, deliciosa trufa agora feita com chocolate belga meio amargo. Afrouxem os cintos e embarquem nessa viagem!

TERÇA-FEIRA, 5/12

Matbucha: pasta picante com tomates e pimentões tradicional do Marrocos, muito popular também em Jerusalém – R$ 12,00 – 100 ml;

Caponata: antepasto italiano de berinjela, abobrinha, pimentões, cebola e uvas passas no azeite – R$ 15,00 – 200 ml;

Zucchinata: antepasto italiano de abobrinha e temperos no vinagre – R$ 15,00 – 150 ml;

Casbá: trufas de tâmara, amêndoas e cacau com água de flor de laranjeira, raspas de laranja e canela, cobertas de cacau (sem açúcar, sem glúten e sem lactose) – R$ 20,00 – porção com 6 unidades.

SEXTA-FEIRA, 8/12

Fogo Sagrado: almôndegas de cordeiro em instigante molho picante de especiarias da culinária punjabi – R$ 40,00 – porção de 300g;

Parmigiana: bolinhos de berinjela recheados com tomate, mussarela de búfala e manjericão – R$ 30,00 – porção de aproximadamente 250 gramas;

Bola 8: trufas de chocolate meio amargo belga – R$ 18 – porção com 6 bolinhas.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido de antepastos deve ser feito até segunda à noite, e de bolinhas até quarta-feira de manhã; e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Cardápio de 12 e 15 de setembro

Nesta semana teremos o retorno de um prato que deixou marcas por onde passou, mas antes começaremos com uma novidade. Na terça-feira, 12, o Ora Bolas Food Lab vai levá-los ao Tirol, região histórica da Europa Oriental, terra da saborosa Knödel, uma sopa com bolinhas de massa, linguiça e queijo, muito comum em Treze Tílias (SC). Para sobremesa, Casbá, a trufa de tâmaras e amêndoas com cacau, água de laranjeira e canela (sem açúcar, sem glúten, sem lactose), uma verdadeira delícia com o sabor do Norte da África.

Na sexta-feira, 15, para esquentar seu happy-hour, chega da China o poderoso Changbai, almôndegas de carne suína e ostras em molho superapimentado. A culinária indiana, rica em receitas vegetarianas, comparece com o Verde Índia, bolinho de espinafre e especiarias. Para finalizar, Convento Açoriano, versão de um doce conventual típico dos Açores.

TERÇA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO

Knödel: caldo de carne com bolinhas de massa de pão, linguiça, queijo e condimentos  – R$ 25,00 – porção para duas pessoas (aproximadamente 500 gramas)

Casbá: trufas de tâmara, amêndoas e cacau com água de flor de laranjeira, raspas de laranja e canela, cobertas de cacau (sem açúcar, sem glúten e sem lactose) – R$ 20,00 – porção com 6 unidades.

SEXTA-FEIRA, 15 DE SETEMBRO

Changbai: receita que une dois ingredientes tipicamente catarinenses com uma roupagem asiática – almôndegas de carne suína e ostras em molho à base de doubanjiang (mistura superpicante de chili e feijão fermentado), Chinkiang (vinagre de arroz preto), xerez e shoyu. Prato da sofisticada culinária de Sichuan, na China – R$ 40,00 – porção de aproximadamente 200g;

Verde Índia: bolinhas de espinafre, gengibre, pimenta verde e especiarias; acompanha molho de iogurte – R$ 20,00 – porção de aproximadamente 200g;

Convento Açoriano: versão das queijadas de Vila Franca do Campo, tradicionais da Ilha de São Miguel, nos Açores, com massa fininha típica dos doces conventuais portugueses, e recheio à base de coalhada seca caseira – R$ 15,00 – porção de 6 unidades.

Os bolinhos são entregues prontos para consumo, basta aquecê-los na hora de servir. Cada porção é suficiente para duas pessoas petiscarem. Em geral, as três opções juntas podem render uma refeição para duas pessoas.

Sobre as formas de pedido: você pode pedir pelo WhatsApp (48 99127-0099), e-mail pedidos@orabolasfoodlab.com e Facebook Messenger.

Lembramos que o pedido da sopa deve ser feito até segunda à noite, e do cardápio de sexta até quarta-feira de manhã, e ao fazê-lo deve ser indicada a quantidade de porções e a forma de entrega – ponto de retirada ou delivery.

Bom apetite!

Semana de Corpus Christi

Bom dia pessoal. Devido ao feriado de Corpus Christi, na quinta, 15 de junho, não faremos um novo cardápio nesta semana. Mas para não deixar ninguém na mão estamos oferecendo algumas porções que temos congeladas. São elas :

  • Filfil – o nosso falafel, bolinhas refrescantes e levemente apimentadas de grão de bico envoltas em gergelim crocante – R$ 20,00 (uma porção de 250 g)
  • Sophia Loren (antigo Polpette al Ragù) – almôndegas italianas clássicas com ragu napolitano – R$45,00 (7 porções de 300g)
  • Os Pistoleiros – almôndegas de linguiça campeira com molho balsâmico de cebola – R$ 40,00. (3 porções de 300g)
  • Pub – suculentas almôndegas de carne bovina (raça britânica) envoltas em molho stout de shiitake – R$ 45,00. (1 porção de 300g)

Quem tiver interesse converse conosco para combinarmos a entrega. Uma ótima semana para todos.

Sophia Loren (Polpette al Ragù)

As almôndegas italianas clássicas com ragu napolitano, saboroso molho de carnes com tomates cozido por mais de 10 horas em panela de barro

As almôndegas italianas clássicas com ragu napolitano, saboroso molho de carnes com tomates cozido por mais de 10 horas em panela de barro

Ingredientes: almôndegas – carnes bovina e suína, toucinho, presunto cru, salsinha, orégano, pimenta vermelha, pimenta do reino, farinha de rosca, ovos, ricota fresca, leite, azeite de oliva e sal; ragu napolitano – pernil de porco, costela de porco, salame napolitano, cebola, cenoura, massa de tomates caseira (tomates, sal, açúcar e azeite), vinhos branco e tinto, manteiga, azeite de oliva, louro, sal e pimenta do reino

Saiba mais…

Em um sábado qualquer, na sua cidade natal – Pozzuoli, nos arredores de Nápoles, na Itália – Sophia Loren entra num açougue de bairro à procura de carnes para o tradicional ragu. Logo começa um bate-boca típico napolitano: as outras freguesas querem dar palpites sobre a escolha dos ingredientes, o que Sophia Loren, uma dona de casa apaixonada por comida, não aceita.

Sábado, Domingo e Segunda

Cena do filme Sábado, Domingo e Segunda, onde Sophia Loren discute num açougue sobre os melhores ingredientes para o ragu (Reprodução)

A cena, retirada do filme Sábado, Domingo e Segunda, da diretora Lina Wertmüller (primeira mulher da história a ser indicada ao Oscar de melhor direção, pelo filme Pasqualino Sete Belezas, de 1975), é corriqueira há 300 anos em Nápoles e arredores. Aos domingos, quem já passeou pelas ruas da região, com certeza já sentiu no ar o aroma do ragù napoletano, um verdadeiro orgulho nacional. E a manhã de sábado é o último prazo para comprar os ingredientes frescos, já que o molho leva no mínimo 10 horas para ser preparado.

Como indicado no filme, a disputa pela melhor receita leva a discussões acaloradas, mas é consenso que o molho deve levar muitas carnes, MUITOS tomates, cebolas e temperos e ficar muitas horas no fogo, tomando, ao final do preparo, uma consistência densa e coloração escura como sangue. Agora, qual tipo de carne e de vinho, por exemplo, cada um tem o seu – e que ninguém ouse dizer que é errado! Hoje em dia os chefs não costumam levar mais de quatro horas no preparo do molho, o que para quem traz a tradição da família é uma verdadeira ofensa. Ragu é somente aquele que fica um dia ou uma noite inteira no fogo, o resto é carne com molho de tomate.

O escritor napolitano Giuseppe Marotta escreveu em seu conto Il ragù, de 1949:

“o ragù não se cozinha, se consegue, não é um molho, mas a história e o romance e o poema de um molho (…) esse molho trabalhosíssimo empenha quem o prepara como um quadro empenha o pintor. Em nenhuma fase de seu cozimento o ragù deve ser abandonado sozinho; como uma música interrompida e retomada não é mais uma música, assim um ragù negligenciado deixa de ser ragù e perde qualquer possibilidade de tornar-se um (…) O ragù não ferve, pensa; é necessário apenas remover com a colher os seus pensamentos mais profundos, e ter cuidado de que o fogo seja baixo, baixo. Nada induz à reflexão como cuidar de um insigne ragù. Trata-se, repito, de um trabalho longo e difícil, que se executa sonhando. A colher de pau remove na panela com o molho incomparável, tempo e dor.”

Ao final do filme, o ragu é degustado de verdade pelos atores, que têm uma reação que provoca fome mesmo em espectadores que acabaram de sair da mesa. É o retrato fiel do prazer causado por uma boa comida. Assim como no conto napolitano, o ragu passa de um elemento acessório ao papel de protagonista da história. E assim também acontece com o nosso Polpette al Ragù, onde o molho é a verdadeira estrela, e não o bolinho.

Fontes:

Bona, Fabiano Dalla. Ragù: A Imortalização Literária De Um Clássico Da Cozinha Napolitana. UFRJ. (http://www.letras.ufrj.br/neolatinas/media/publicacoes)
Edwald Filho, Rubens. O Cinema Vai À Mesa: histórias e receitas. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2007.
Seed, Diane. Os 100 Melhores Molhos Para Massas: receita original autêntica da Itália. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
Wikipedia

Fogo Sagrado

Fogo Sagrado

Almôndegas de cordeiro em instigante molho picante de especiarias.

Adaptado de receita do chef John Gregory-Smith inspirada na culinária do Punjab, na Índia

Ingredientes: pernil de cordeiro, cebola roxa, tomate, gengibre, pimenta, cominho, coentro, garam massala, pimenta do reino, ovo, farinha de rosca e sal.

Saiba mais…

A pimenta ajuda na limpeza do corpo; a do reino, ajuda na digestão e é ótima para resfriados e dor de cabeça – assim como o gengibre, que além disso é expectorante, analgésico e bom para náuseas; o coentro também é um ótimo remédio para febre, alergia, náuseas e desordens na pele; o cominho, além de possuir um sabor forte que neutraliza o ardor da pimenta, também é usado para tratar dores abdominais em geral. No Garam Masala, o cardamomo estimula a mente e o coração, dando claridade de visão e disposição – além de regular a acidez no estômago e ajudar a parar vômito e tosse; a canela regula a circulação de sangue e a atividade dos aparelhos digestivo e respiratório, além dos rins; o cravo da índia é afrodisíaco e também ajuda na digestão e na purificação do sangue; por último, a noz-moscada, que pode ser usada utilizada para impotência, absorção intestinal e insônia.

Na Índia é assim: culinária e medicina estão intimamente ligadas. A comida faz parte do processo de cura e também dos conceitos milenares de equilíbrio e harmonia que regem as crenças hindus e dos sikhs. Por isso a gastronomia indiana é essencialmente sensorial em relação a sabores e cores, levando inclusive à meditação. Essa meditação gastronômica inclui os seis sabores: doce, salgado, amargo, picante, azedo e adstringente que, combinados com cores e aromas, despertam todos os cinco sentidos, trazendo equilíbrio. Além disso, pesquisas mostram que a ingestão diária de especiarias na dieta indiana ajuda a prevenir contra o câncer.

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Mercado de especiarias indiano

Um pouco de história

A alimentação é tão significativa para os indianos quanto seus monumentos, arte e literatura. A grande variedade de culturas que historicamente passaram pelo país influenciaram a formação de sua gastronomia, contribuindo para os múltiplos sabores e técnicas utilizados em seus pratos. Do Império Mongol, que governou grande parte da Índia entres os séculos XVI e XIX, vieram as influências da Ásia Central, do Sudeste Asiático e da Turquia; os europeus, que colonizaram o país até meados do século XX, também deixaram sua marca, introduzindo ingredientes como o pão fermentado e o talharim, além de técnicas de cocção. Entre o fim do primeiro milênio e o início do segundo, os Árabes também passaram pelo Índia, atraídos pela riqueza das especiarias – que posteriormente também levaram o espanhol Vasco da Gama ao país, em 1498. Naquela época, o carregamento de especiarias valia muito mais que seu peso equivalente em ouro, devido à grande quantidade que poderia ser levada em apenas uma embarcação.

Esse troca-troca de culturas é responsável pelo fascínio que a culinária indiana exerce na gastronomia mundial. Cada prato possui uma diversidade de sabores que permanecem no paladar, prolongando memórias e sensações. No Ora Bolas Food Lab, o Fogo Sagrado ganhou esse nome porque é o bolinho que mais traduz toda essa herança culinária, que faz da comida indiana um remédio para o corpo e para a alma – alimentando, invadido nossos sentidos e elevando o espírito.

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Dragão Chinês

Dragão Chinês

Almôndegas de carne suína envoltas em surpreendente molho agridoce picante. Inspirado em receita da província de Sichuan, na China.

Ingredientes – Bolinho: costela de porco, pimentas vermelhas secas, gengibre, ovo, farinha de rosca e sal. Molho: pimenta de Sichuan, azeite de oliva, gengibre, pimenta vermelha seca, anis-estrelado, sal, vinagre de arroz, açúcar, shoyu e semente de gergelim.

Saiba mais…

Suave, marcante, picante, doce, salgado, refrescante. Nosso Dragão Chinês é tudo isso ao mesmo tempo. O molho agridoce à base de shoyu contrasta com a picância das pimentas e do gengibre e com o sabor suave e refrescante do anis-estrelado. É uma viagem a uma das mais marcantes cozinhas tradicionais chinesas.

Apesar de muito conhecida pela gastronomia, a China possui pelo menos cinco importantes correntes culinárias (historicamente falando são oito!), que diferem muito uma da outra em sabor, técnica e ingredientes. A escolhida para o nosso bolinho foi a culinária de Sichuan, província com mais de 4,6 milhões de habitantes localizada na parte ocidental do país.

Famosa em toda a China, a maior característica da culinária de Sichuan é a picância. Sua capital, Chegdu, foi designada pela Unesco como “Cidade da Gastronomia”, e sua comida tipicamente apimentada é motivo de orgulho para os habitantes locais. Um ingrediente comum em muitos pratos é a pimenta de Sichuan, ou pimenta Fagara. É uma planta indígena cujos frutos possuem um aroma que remete às frutas cítricas. Além da pimenta, alho, gengibre e óleo de gergelim são outros ingredientes típicos.

Segundo Mao Jianhua, professor especialista em costumes populares locais da Universidade de Sichuan, o apreço pela pimenta se relaciona com a história e geografia da região, cujo clima extremamente úmido provoca muitas doenças em seus habitantes, tais como o reumatismo. Segundo ele, a pimenta de Sichuan produz na língua uma sensação semelhante à dormência, e tem a propriedade de expulsar o frio interno – um conceito da medicina tradicional chinesa – e melhorar a circulação.

Fontes: Wikipedia; CRIonline; chinanaminhavida.com; eucomosim.com

 

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Pomar Marroquino

Pomar Marroquino

Almôndegas de cordeiro envoltas em molho de frutas secas e especiarias. Inspirado em prato de origem marroquina.

Ingredientes – Bolinhos: Pernil de cordeiro, canela, cúrcuma, sal, pimenta do reino branca, cebola, miolo de pão, ovo e farinha de rosca. Molho: açafrão, cebola, alho, manteiga, azeite, figo seco, damasco seco e ameixa seca.

Saiba mais…

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Mercado central em Agadir. Foto de Bertrand Devouard/WikimediaCommons

A gastronomia de Marrocos é uma verdadeira provocação aos sentidos – proposta que o Ora Bolas Food Lab procura seguir. Quem anda pelos mercados tradicionais daquele país se encontra imerso em uma profusão de aromas e cores de ingredientes que, nos pratos, se transformam em uma infinidade de sabores, a partir de suas diferentes combinações. Fartura também vista na influência das culturas muçulmana, judaica e cristã, dos egípcios e berberes, dos árabes e beduínos, dos espanhóis e franceses, e também dos povos da África Subsaariana, que ao longo dos séculos ajudaram a moldar uma culinária única, exótica e refinada.

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Tajines em Kelaat-M’Gouna. Foto de Rosino/Wikimedia Commons

Ao lado do cuscuz, o tajine é um dos pratos mais emblemáticos da cozinha desse país. Trata-se de uma espécie de cozido, em que se preparam lentamente todos os ingredientes de uma só vez em um tipo de panela cerâmica com tampa cônica que leva o mesmo nome. O mais conhecido é o de carne e legumes.

Uma das carnes preferidas dos marroquinos é a de cordeiro – e talvez ela só não seja a mais consumida por ser mais cara que a de frango. O cordeiro é protagonista de muitas festas e celebrações, sendo preparado de diversas formas, inclusive em várias versões de tajine. Uma dessas receitas tradicionais, que combina frutas secas típicas do Marrocos, amêndoas e especiarias como cúrcuma e açafrão, é a base do Pomar Marroquino.

Diz-se que, para os marroquinos, cada refeição é uma festa. E o tradicional prato único – que de único não tem nada, pois costuma ser rodeado de acompanhamentos – colocado no meio da mesa transforma-se no centro de uma cerimônia, em que os participantes vão se servindo com a mão direita (utilizando apenas o dedo médio, o indicador e o polegar), às vezes com o auxílio de um pão, e tomando chá de menta. Até parece Ora Bolas. Os bolinhos no centro da mesa do happy hour, os amigos em volta, bebendo e conversando, fazendo de um simples encontro uma confraternização saborosa.

Fontes: Medina, Ignacio. Cozinha país a país – Marrocos. Editora Moderna; Wikipedia; Marrocos.com

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