Ajvar

Ajvar

Antepasto de pimentões vermelhos e berinjelas grelhados típico dos Bálcãs

O Ajvar é um antepasto de pimentões vermelhos e berinjelas grelhados típico da região dos Bálcãs. Também conhecido por “salada sérvia” ou “caviar sérvio”, o Ajvar é muito popular nos restaurantes e casas da capital Belgrado e do interior do país, além da Albânia, Bósnia, Bulgária, Croácia, Macedônia e Eslovênia. É servido como antepasto, para comer com pães ou vegetais grelhados, ou acompanhamento de pratos principais, como carnes e salsichas.

Classificado como uma comida de inverno na península balcânica, devido à sua picância, o Ajvar é tradicionalmente feito pelas famílias na segunda metade do outono, época da safra do pimentão. Todos os familiares e até vizinhos costumam ser envolvidos na produção, devido à dificuldade de tirar a pele dos pimentões e das berinjelas. Depois de pronto, o Ajvar é conservado em vidros e consumido durante toda a estação fria.

Época de se aquecer – Temporada de Sopas

Sopa de Dragão

Almôndegas de carne suína em caldo de frango com acelga, cebola, gengibre e especiarias

Com a proximidade do solstício de inverno, intensifica-se o frio, e nada melhor para se aquecer do que uma bela sopa – “quem não se baba, quem não a papa! Quem não a gaba! Quem não diz: opa! Que bela sopa!”* Mas você não precisa dar tudo só para beliscar essa bela sopa, você pode saboreá-la tranquilamente em sua casa: a partir desta semana, inicia-se a 2ª Temporada de Sopas do Ora Bolas Food Lab, com entrega às terças.

E que delícia de sopa, tão verde e faceira, espera por nós na quente sopeira?** Nesta terça, 5 de junho, a delícia do dia é a Sopa de Dragão, uma opção leve, nutritiva e funcional para alimentar o corpo e a alma nos dias frios. Se quiser enriquecer sua refeição, experimente também a novidade da linha de antepastos Fora da Bolinha, o Chutney de cebola roxa. Com certeza vai cair muito bem com um pãozinho antes ou junto com a sopa, acompanhados ou não de uma boa taça de vinho.

“Não há quem resista a tal iguaria
Delícia de sopa, a sopa do dia!
Delíiiii-cia de soooo-pa!
Sooo-pa do diiiiia,
Delícia, delícia de sopa!”**

CARDÁPIO DE TERÇA, 5 DE JUNHO

Sopa de Dragão: picante sopa de legumes chinesa com almôndegas de carne suína carregada no gengibre – R$ 25,00 – porção para duas pessoas (aproximadamente 500ml);

Chutney de cebola roxa: antepasto agridoce de cebola roxa, sementes de mostarda, pimenta do reino e louro em vinagres balsâmico e de vinho tinto – R$ 15,00 – 150ml.

A entrega é feita entre 12h e 13h, na frente da Escola Waldorf Anabá (ver o mapa), ou após às 15h , em nossa casa (ver o mapa). Consulte-nos para entregas a domicílio através de mensagem do WhatsApp ou ligação para 48 99127-0099.

* Trecho de “Canção da Falsa Tartaruga”, de Adriana Calcanhoto (veja o clipe).

** Adaptação de um trecho de “Aventura de Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol – tradução de Vanessa Barbara, e ilustrações de Yayoi Kusama; Globo Livros (compre no site da editora).

Zough

Zough

Molho de pimenta verde iemenita, considerada a pasta de pimenta nacional de Israel. Na foto, servido com tomates picados como bruschetta

Ingredientes: coentro fresco, salsinha fresca, pimenta-chilli verde, cominho em pó, cardamomo, cravo-da-índia, alho, azeite, açúcar e sal

Homus

Homus

Típica pasta árabe de grão-de-bico. Na foto, decorada com cebolinha e páprica picante

Ingredientes: grão-de-bico, tahine (pasta de gergelim), alho, suco de limão e sal

Mais informações…

Questões sobre a origem de um prato ou qual é a melhor receita costumam gerar discussões acaloradas. Principalmente se você estiver no Oriente Médio e a iguaria em debate for o homus. Essa milenar pasta de grão-de-bico com tahine é tanto um item básico na cozinha dos palestinos quanto uma comida tradicional na mesa dos judeus. Mas quem pode reclamar o homus como seu? Para os chefs Yotam Ottolengui e Sami Tamimi, ninguém. “Ninguém é ‘dono’ de um prato, porque provavelmente alguém o preparou antes dele, assim como outra pessoa antes daquela”, afirmam em seu livro “Jerusalém”.

As pesquisas que costumamos fazer sobre a origem de alguns pratos, as histórias e curiosidades ligadas a eles nos levam à mesma conclusão de Ottolengui e Tamimi: as culturas culinárias são misturadas e fundidas de uma forma que não se consegue descobrir a origem exata. Assim como eles relatam, normalmente acabamos descobrindo vários pratos muito semelhantes, com os mesmos ingredientes básicos, mas resultados ligeiramente diferentes. Por milênios, imigrantes, ocupantes, visitantes e mercadores trazem e levam comidas e receitas, e nada indica que isso mudará algum dia.

Uma das hipóteses mais aceitas – mas não sem rejeições baseadas até mesmo em livros sagrados – é de que o homus foi criado pelos árabes egípcios ou pelos levantinos (habitantes de uma região que hoje compreende Síria, Jordânia, Israel, Palestina, Líbano e Chipre). O que é fato é que as primeiras receitas conhecidas de um prato semelhante a hummus bi tahina (literalmente grão-de-bico com tahine em árabe) estão registradas em livros de culinária publicados no Cairo no século XIII.

Agora que deixamos o caso da origem de lado, fica a pergunta: quem faz o melhor homus? Ora bolas, isso é questão de gosto, e gosto não se discute – mas se comenta e pode render uma boa conversa entre amigos. Liso e aerado, ou robusto e picante? Morno ou temperatura ambiente? Mais ou menos tahine? Mais ou menos alho? Mais ou menos limão? Puro ou com páprica?

Na verdade, o que importa mesmo é ter um homus na mesa para chamar de seu. Mesmo que seja o meu!

Fonte: Wikipedia; Ottolenghi, Yottam e Tamimi, Sami. Jerusalém; tradução Eni Rodrigues – 1ª edição – São Paulo – 2012.