Ghriba

Ghriba

Suave docinho marroquino com nozes e especiarias, crocante por fora e cremoso por dentro.

Ingredientes: nozes, açúcar, claras de ovo, canela, baunilha em vagem, manteiga clarificada (ghee).

Saiba mais…

Ghriba é um docinho muito tradicional no Marrocos, onde a receita é passada de geração em geração. Em árabe, ghriba significa “estranho”, mas no árabe marroquino o nome ganha um outro significado: “o misterioso”.

E é mesmo misterioso o sabor desse doce – principalmente a versão escolhida por nós, o ghriba de nozes. No lugar do tradicional biscoito temos aqui uma espécie de trufa de nozes com especiarias, rugosa e crocante por fora mas macia e úmida por dentro.

São muitas as receitas, mas a mais popular no Marrocos é o Ghriba de amêndoas, mais parecida com um biscoito. O tipo mais apreciado pelos marroquinos é o Ghriba Bahla, um biscoito mais crocante e craquelado, sempre acompanhado do famoso chá de menta. O motivo da escolha pela receita com nozes é a concordância com a proposta do Ora Bolas, de doces que finalizem bem uma boa noite de conversa, boa comida e bebida – carne de porco e bebida alcoólica são considerados “haraam”, ou seja, proibidas pela religião muçulmana.

O Ghriba Ora Bolas também leva em sua composição açúcar de baunilha. Saiba um pouco mais sobre esse ingrediente.

Benefícios do consumo de nozes

Ricas em fibras de alta qualidade, antioxidantes, vitaminas e minerais essenciais, as nozes possuem propriedades que ajudam nas defesas do corpo – formação de glóbulos vermelhos, cicatrização, fortalecimento dos ossos e dos dentes –, combatem problemas cardíacos e infecções e atuam na prevenção do câncer. Além disso, melhoram o trato intestinal, amenizam problemas decorrentes da síndrome metabólica – entre eles o colesterol alto –, ajudam a manter estáveis as taxas de glicose no sangue e, em pequena quantidade, auxiliam na manutenção de um peso saudável se consumidas diariamente.

Ghriba, o templo

Uma curiosidade: Ghriba também é o nome de um templo localizado em uma das últimas comunidades judaicas que sobrevivem no mundo árabe, no centro da ilha de Sjerba, ao sul da Tunísia. Durante a festa judaica do Lag Baômer, que ocorre entre os meses de abril e maio do calendário gregoriano, a Sinagoga de la Ghriba recebe vários milhares de peregrinos – já que, segundo a tradição, o local conteria restos do Templo de Jerusalém.

Em 1985 e em 2002 a sinagoga foi palco de atos de violência. Na primeira ocasião um policial tunisiano abriu fogo dentro do templo matando cinco pessoas, entre elas quatro judeus. Já em 2002 um atentado suicida atribuído ao grupo terrorista al-Qaeda deixou 21 mortos e 30 feridos após um caminhão-tanque, carregado de explosivos e conduzido por um jovem tunisiano de 25 anos, entrar no local.

Fontes:
Moroccan Cuisine Marocaine
Wikipedia
http://www.mundoboaforma.com.br

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